Religião Celebração da Eucaristia Liturgia Diária
Dia 17 de Julho - Sábado
BEATO INÁCIO DE AZEVEDO
Presbítero e Mártir
(Vermelho, Prefácio Comum ou dos Mártires – Ofício da Memória)
Antífona da entrada: Ao nome de Jesus todo joelho se dobre no céu, na terra e nos abismos; e toda língua proclame, para glória de Deus Pai, que Jesus Cristo é Senhor! (Fl 2,10s)
Oração do dia
Ó Deus, que escolhestes Inácio de Azevedo e seus trinta e nove companheiros para regarem com seu sangue as primeiras sementes do Evangelho lançadas na Terra de Santa Cruz, concedei-nos professar constantemente, para vossa maior glória, a fé que recebemos de nossos antepassados. Por nosso Senhor Jesus Cristo, Vosso Filho, na unidade do Espírito Santo.
Leitura (Miqueias 2,1-5)
Leitura da profecia de Miqueias.
1 Ai dos maquinadores de iniqüidade, dos que tramam o mal nos seus leitos, e o executam logo ao amanhecer do dia, porque têm o poder na mão!
2 Cobiçam as terras e apoderam-se delas, cobiçam as casas e roubam-nas; fazem violência ao homem e à sua família, ao dono e à sua herança.
3 Por isso, eis o que diz o Senhor: medito um mal contra essa raça, do qual não livrareis o vosso pescoço. Não andareis mais com a cabeça erguida, porque será um tempo de calamidades;
4 naquele dia compor-se-ão canções a vosso respeito, e cantar-se-á uma elegia: Estamos perdidos, dir-se-á; fizeram passar a outros parte de meu povo. Como ma arrebataram? Nossas terras foram divididas entre os rebeldes.
5 Por isso não haverá ninguém que estenda o cordel para ti sobre uma parte na assembléia do Senhor.
Palavra do Senhor.
1 Ai dos maquinadores de iniqüidade, dos que tramam o mal nos seus leitos, e o executam logo ao amanhecer do dia, porque têm o poder na mão!
2 Cobiçam as terras e apoderam-se delas, cobiçam as casas e roubam-nas; fazem violência ao homem e à sua família, ao dono e à sua herança.
3 Por isso, eis o que diz o Senhor: medito um mal contra essa raça, do qual não livrareis o vosso pescoço. Não andareis mais com a cabeça erguida, porque será um tempo de calamidades;
4 naquele dia compor-se-ão canções a vosso respeito, e cantar-se-á uma elegia: Estamos perdidos, dir-se-á; fizeram passar a outros parte de meu povo. Como ma arrebataram? Nossas terras foram divididas entre os rebeldes.
5 Por isso não haverá ninguém que estenda o cordel para ti sobre uma parte na assembléia do Senhor.
Palavra do Senhor.
Salmo responsorial 9B/10
O Senhor não se esquece do clamor dos aflitos.
Ó Senhor, por que ficais assim tão longe
e, no tempo da aflição, vos escondeis,
enquanto o pecador se ensoberbece,
o pobre sofre e cai no laço do malvado?
O ímpio se gloria em seus excessos,
blasfema o avarento e vos despreza;
em seu orgulho ele diz: “Não há castigo!
Deus não existe!” É isso mesmo que ele pensa.
Só há maldade e violência em sua boca,
em sua língua, só mentira e falsidade.
Arma emboscadas nas saídas das aldeias,
mata inocentes em lugares escondidos.
Vós, porém, vedes a dor e o sofrimento,
vós olhais e tomais tudo em vossas mãos!
A vós o pobre se abandona confiante,
sois dos órfãos vigilante protetor.
Ó Senhor, por que ficais assim tão longe
e, no tempo da aflição, vos escondeis,
enquanto o pecador se ensoberbece,
o pobre sofre e cai no laço do malvado?
O ímpio se gloria em seus excessos,
blasfema o avarento e vos despreza;
em seu orgulho ele diz: “Não há castigo!
Deus não existe!” É isso mesmo que ele pensa.
Só há maldade e violência em sua boca,
em sua língua, só mentira e falsidade.
Arma emboscadas nas saídas das aldeias,
mata inocentes em lugares escondidos.
Vós, porém, vedes a dor e o sofrimento,
vós olhais e tomais tudo em vossas mãos!
A vós o pobre se abandona confiante,
sois dos órfãos vigilante protetor.
Evangelho (Mateus 12,14-21)
Aleluia, aleluia, aleluia.
Em Cristo, Deus reconciliou consigo mesmo a humanidade; e a nós ele entregou esta reconciliação (2Cor 5,19).
Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo Mateus.
14 Os fariseus saíram dali e deliberaram sobre os meios de matar Jesus.
15 Jesus soube disso e afastou-se daquele lugar. Uma grande multidão o seguiu, e ele curou todos os seus doentes.
16 Proibia-lhes formalmente falar disso,
17 para que se cumprisse o anunciado pelo profeta Isaías:
18 Eis o meu servo a quem escolhi, meu bem-amado em quem minha alma pôs toda sua a afeição. Farei repousar sobre ele o meu Espírito e ele anunciará a justiça aos pagãos.
19 Ele não disputará, não elevará sua voz; ninguém ouvirá sua voz nas praças públicas.
20 Não quebrará o caniço rachado, nem apagará a mecha que ainda fumega, até que faça triunfar a justiça.
21 Em seu nome as nações pagãs porão sua esperança (Is 42,1-4).
Palavra da Salvação.
Em Cristo, Deus reconciliou consigo mesmo a humanidade; e a nós ele entregou esta reconciliação (2Cor 5,19).
Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo Mateus.
14 Os fariseus saíram dali e deliberaram sobre os meios de matar Jesus.
15 Jesus soube disso e afastou-se daquele lugar. Uma grande multidão o seguiu, e ele curou todos os seus doentes.
16 Proibia-lhes formalmente falar disso,
17 para que se cumprisse o anunciado pelo profeta Isaías:
18 Eis o meu servo a quem escolhi, meu bem-amado em quem minha alma pôs toda sua a afeição. Farei repousar sobre ele o meu Espírito e ele anunciará a justiça aos pagãos.
19 Ele não disputará, não elevará sua voz; ninguém ouvirá sua voz nas praças públicas.
20 Não quebrará o caniço rachado, nem apagará a mecha que ainda fumega, até que faça triunfar a justiça.
21 Em seu nome as nações pagãs porão sua esperança (Is 42,1-4).
Palavra da Salvação.
Comentário ao Evangelho
O PREDILETO DE DEUS
Um texto do profeta Isaías, referente a um personagem anônimo chamado de "servo de Deus", serve de base para identificar o Messias Jesus e sua ação misericordiosa em favor da humanidade sofredora. A profecia de Isaías realizara-se quando Jesus "curava a todos" os que o seguiam, como servidor do Pai, mostrando-se misericordioso com os doentes e sofredores.
O profeta apresenta o servo como escolhido de Deus, o seu predileto. Deus sente agrado pelo modo simples e humilde de agir de seu servidor. Este está todo repleto do Espírito divino, que lhe dá forças para levar adiante sua missão. Não é irascível, nem violento. Convence por seu modo discreto de falar. Por cultivar a esperança, não se desespera enquanto pode perceber a mais ínfima possibilidade de conversão por parte de seus interlocutores. Em termos simbólicos, se a cana está rachada, não a quebra; se resta ainda uma pequena chama fumegante, não a apaga. Está absolutamente certo de que, um dia, a justiça triunfará. E todos os povos depositarão nele a sua esperança.
O servo anônimo do Antigo Testamento encontrava em Jesus uma perfeita manifestação histórica. O modelo de vida assumido por ele, ao longo de seu ministério, correspondeu àquele do servo. Em tudo o que fazia, visava, única e exclusivamente, agradar o Pai, por saber-se seu Filho predileto. Contudo, recusava as aclamações populares, mostrando-se, pelo contrário, compassivo e misericordioso com os marginalizados.
Prece
Espírito que leva a agradar a Deus, dá-me um coração de servidor, que se coloca a serviço da justiça e se mostra misericordioso com os sofredores.
(O comentário do Evangelho é feito pelo Pe. Jaldemir Vitório – Jesuíta, Doutor em Exegese Bíblica, Professor da FAJE – e disponibilizado neste Portal a cada mês. Esta Editoria é de responsabilidade imediata de Paulo Umberto SJ)
Um texto do profeta Isaías, referente a um personagem anônimo chamado de "servo de Deus", serve de base para identificar o Messias Jesus e sua ação misericordiosa em favor da humanidade sofredora. A profecia de Isaías realizara-se quando Jesus "curava a todos" os que o seguiam, como servidor do Pai, mostrando-se misericordioso com os doentes e sofredores.
O profeta apresenta o servo como escolhido de Deus, o seu predileto. Deus sente agrado pelo modo simples e humilde de agir de seu servidor. Este está todo repleto do Espírito divino, que lhe dá forças para levar adiante sua missão. Não é irascível, nem violento. Convence por seu modo discreto de falar. Por cultivar a esperança, não se desespera enquanto pode perceber a mais ínfima possibilidade de conversão por parte de seus interlocutores. Em termos simbólicos, se a cana está rachada, não a quebra; se resta ainda uma pequena chama fumegante, não a apaga. Está absolutamente certo de que, um dia, a justiça triunfará. E todos os povos depositarão nele a sua esperança.
O servo anônimo do Antigo Testamento encontrava em Jesus uma perfeita manifestação histórica. O modelo de vida assumido por ele, ao longo de seu ministério, correspondeu àquele do servo. Em tudo o que fazia, visava, única e exclusivamente, agradar o Pai, por saber-se seu Filho predileto. Contudo, recusava as aclamações populares, mostrando-se, pelo contrário, compassivo e misericordioso com os marginalizados.
Prece
Espírito que leva a agradar a Deus, dá-me um coração de servidor, que se coloca a serviço da justiça e se mostra misericordioso com os sofredores.
(O comentário do Evangelho é feito pelo Pe. Jaldemir Vitório – Jesuíta, Doutor em Exegese Bíblica, Professor da FAJE – e disponibilizado neste Portal a cada mês. Esta Editoria é de responsabilidade imediata de Paulo Umberto SJ)
Sobre as oferendas
Aceitai, ó Deus, as nossas oferendas e fazei que sejamos fortalecidos pelo mesmo sacrifício que sustentou no martírio o bem-aventurado Inácio e seus companheiros. Por Cristo, nosso Senhor.
Antífona da comunhão: Se o grão de trigo não cai na terra e não morre, fica sozinho; mas, se morrer, produzirá muitos frutos (Jo 12,24).
Depois da comunhão
Tendo participado, ó Deus, do mistério pascal à mesa da eucaristia, fazei-nos fiéis ao vosso serviço, a exemplo dos quarenta mártires que deram por vós a sua vida. Por Cristo, nosso Senhor.
Santo do Dia / Comemoração (Beato Inácio de Azevedo)
Inácio de Azevedo nasceu em Portugal, na cidade do Porto, em 1527. Seus pais, Manuel e Violante, eram descendentes de famílias lusitanas, ricas e poderosas. Desde pequeno foi educado sob preceitos cristãos e recebeu também vasta cultura acadêmica. Aos dezoito anos, tornou-se administrador dos bens da família, pois tinha inteligência acima da média.
Mas sua vocação era a religião. Após um retiro na cidade de Coimbra, entrou para a Companhia de Jesus em 1548. Cinco anos depois, recebeu a ordenação sacerdotal. Seus estudos eram tão avançados e seus conhecimentos tão extensos que, mesmo sem terminar o curso de teologia, foi nomeado reitor do Colégio Santo Antonio, em Lisboa.
Em 1565, foi escolhido pelos jesuítas para representá-los, em Roma, na eleição do novo geral, que era ninguém menos que o próprio Francisco Borja, hoje santo. Admirado com a capacidade de Inácio, deu-lhe a incumbência de vistoriar as missões jesuítas nas Índias e no Brasil. Tal viagem de inspeção durou três anos.
No Brasil, a evangelização começara havia apenas dezesseis anos, mas o trabalho dos jesuítas dava frutos em profusão. A Companhia de Jesus já estava presente em sete tribos no interior e, no litoral, possuía escolas e seminários.
Ao voltar, Inácio relatou ao geral que o trabalho ia muito bem, mas poderia render ainda mais se houvesse um número maior de missionários. Recebendo autorização do superior, recrutou jesuítas na Espanha e Portugal. Após cinco meses de preparativos, ele e mais trinta e nove companheiros partiram para o Brasil, em 5 de junho de 1570, num navio mercante.
Na mesma data, partiu também uma embarcação de guerra comandada por dom Luis Vasconcelos, governador do Brasil, onde seguiam mais trinta jesuítas. Oito dias depois, os dois navios pararam na ilha da Madeira, para esperar ventos mais fortes e melhor direcionados. O navio de guerra ali permaneceu, mas o capitão do mercante, que era Inácio, resolveu zarpar em direção às ilhas Canárias.
Apesar dos boatos da existência de piratas calvinistas no caminho, que estariam no encalço dos jesuítas, ele não quis ouvir os conselhos de não seguir viagem. Inácio e seus parceiros preferiram permanecer a bordo e não desistir, pois não temiam a morte. Ela, de fato, os encontrou em alto mar. O navio foi atacado pelo corsário calvinista francês Jacques Sourie, que partira de La Rochelle, justamente no encalço dos missionários. O navio foi dominado, os tripulantes e demais passageiros poupados, mas todos os jesuítas foram degolados imediatamente. Era o dia 15 de julho de 1570.
O culto a Inácio de Azevedo e companheiros foi aprovado pelo papa Pio IX em 1854. A festa ocorre no dia do trânsito dos quarenta de jesuítas martirizados pelas mãos de piratas calvinistas. São venerados como os "Mártires do Brasil".
Mas sua vocação era a religião. Após um retiro na cidade de Coimbra, entrou para a Companhia de Jesus em 1548. Cinco anos depois, recebeu a ordenação sacerdotal. Seus estudos eram tão avançados e seus conhecimentos tão extensos que, mesmo sem terminar o curso de teologia, foi nomeado reitor do Colégio Santo Antonio, em Lisboa.
Em 1565, foi escolhido pelos jesuítas para representá-los, em Roma, na eleição do novo geral, que era ninguém menos que o próprio Francisco Borja, hoje santo. Admirado com a capacidade de Inácio, deu-lhe a incumbência de vistoriar as missões jesuítas nas Índias e no Brasil. Tal viagem de inspeção durou três anos.
No Brasil, a evangelização começara havia apenas dezesseis anos, mas o trabalho dos jesuítas dava frutos em profusão. A Companhia de Jesus já estava presente em sete tribos no interior e, no litoral, possuía escolas e seminários.
Ao voltar, Inácio relatou ao geral que o trabalho ia muito bem, mas poderia render ainda mais se houvesse um número maior de missionários. Recebendo autorização do superior, recrutou jesuítas na Espanha e Portugal. Após cinco meses de preparativos, ele e mais trinta e nove companheiros partiram para o Brasil, em 5 de junho de 1570, num navio mercante.
Na mesma data, partiu também uma embarcação de guerra comandada por dom Luis Vasconcelos, governador do Brasil, onde seguiam mais trinta jesuítas. Oito dias depois, os dois navios pararam na ilha da Madeira, para esperar ventos mais fortes e melhor direcionados. O navio de guerra ali permaneceu, mas o capitão do mercante, que era Inácio, resolveu zarpar em direção às ilhas Canárias.
Apesar dos boatos da existência de piratas calvinistas no caminho, que estariam no encalço dos jesuítas, ele não quis ouvir os conselhos de não seguir viagem. Inácio e seus parceiros preferiram permanecer a bordo e não desistir, pois não temiam a morte. Ela, de fato, os encontrou em alto mar. O navio foi atacado pelo corsário calvinista francês Jacques Sourie, que partira de La Rochelle, justamente no encalço dos missionários. O navio foi dominado, os tripulantes e demais passageiros poupados, mas todos os jesuítas foram degolados imediatamente. Era o dia 15 de julho de 1570.
O culto a Inácio de Azevedo e companheiros foi aprovado pelo papa Pio IX em 1854. A festa ocorre no dia do trânsito dos quarenta de jesuítas martirizados pelas mãos de piratas calvinistas. São venerados como os "Mártires do Brasil".




