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17/08/2012 | domtotal.com
Marco Aurélio critica relator do processo do mensalão por insistir em metodologia de votação por capítulos
Por Débora Zampier
O ministro Marco Aurélio Mello criticou nesta quinta-feira (16), no final da sessão do Supremo Tribunal Federal (STF), a conduta do relator Joaquim Barbosa na condução do julgamento do mensalão. Para Marco Aurélio, há ´falta de compreensão´ de Barbosa sobre o impasse envolvendo a metodologia de voto, o que está comprometendo a própria imagem da Corte.
´O que esta em jogo é a instituição. Será que não seremos capazes de chegar a esse consenso?´, disse o ministro. Marco Aurélio defende que o relator leia seu voto por inteiro, seguido pelo revisor, e, não, de maneira fatiada, por capítulos, conforme propôs Barbosa. ´Não cabe apreciação em doses homeopáticas, cada qual escolhendo o seu remédio´, resumiu Marco Aurélio.
Perguntado se sabia o motivo de Barbosa ter começado seu voto com as acusações contra o deputado federal João Paulo Cunha, o ministro disse que o relator poderia ter começado a partir de onde quisesse, desde que tivesse continuado seu voto até o final. ´Agora, a partir do momento que ele não esgota, que ele aborda certas imputações consideradas a esses ou aqueles acusados, fica no ar qual foi o critério estabelecido´.
Marco Aurélio também disse que não considerou uma ameaça a declaração de Barbosa aventando a hipótese de não conseguir acompanhar o julgamento até o fim caso os ministros apresentassem o voto por inteiro, incluindo todos os réus de uma vez só. ´Seria algo superextravagante, e eu raciocínio com o ordinário. Espero de todos a postura que eu teria integrando o colegiado e atuando como relator´. Mais cedo, Barbosa advertiu que se a metodologia dele não fosse seguida, o Tribunal corria ´o risco de não ter o relator ao final´.
O ministro Marco Aurélio Mello criticou nesta quinta-feira (16), no final da sessão do Supremo Tribunal Federal (STF), a conduta do relator Joaquim Barbosa na condução do julgamento do mensalão. Para Marco Aurélio, há ´falta de compreensão´ de Barbosa sobre o impasse envolvendo a metodologia de voto, o que está comprometendo a própria imagem da Corte.
´O que esta em jogo é a instituição. Será que não seremos capazes de chegar a esse consenso?´, disse o ministro. Marco Aurélio defende que o relator leia seu voto por inteiro, seguido pelo revisor, e, não, de maneira fatiada, por capítulos, conforme propôs Barbosa. ´Não cabe apreciação em doses homeopáticas, cada qual escolhendo o seu remédio´, resumiu Marco Aurélio.
Perguntado se sabia o motivo de Barbosa ter começado seu voto com as acusações contra o deputado federal João Paulo Cunha, o ministro disse que o relator poderia ter começado a partir de onde quisesse, desde que tivesse continuado seu voto até o final. ´Agora, a partir do momento que ele não esgota, que ele aborda certas imputações consideradas a esses ou aqueles acusados, fica no ar qual foi o critério estabelecido´.
Marco Aurélio também disse que não considerou uma ameaça a declaração de Barbosa aventando a hipótese de não conseguir acompanhar o julgamento até o fim caso os ministros apresentassem o voto por inteiro, incluindo todos os réus de uma vez só. ´Seria algo superextravagante, e eu raciocínio com o ordinário. Espero de todos a postura que eu teria integrando o colegiado e atuando como relator´. Mais cedo, Barbosa advertiu que se a metodologia dele não fosse seguida, o Tribunal corria ´o risco de não ter o relator ao final´.
Agência Brasil
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