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28/05/2012  |  domtotal.com

Paris além de todas as crises


  • Torre Eiffel, o mais célebre cartão postal de Paris (Arquivo)
  • Castelo de Versalhes, um mergulho na história da França antes da Revolução (Arquivo)
  • Les Halles, grande mercado repleto de lojas e bistrôs descolados (Arquivo)
  • Vista noturna da catedral de Notre Dame (Arquivo)
  • Moulin Rouge, símbolo emblemático da noite parisiense (Arquivo)
  • Bruges, perto de Paris, uma das cidades medievais mais esplendorosas da Europa (Arquivo)
  • Montmartre, território da boemia desde os tempos da Belle Epoque (Arquivo)
  • Quartier Latin: ruas e mais ruas de delícias, tanto culturais quanto gastronômicas (Arquivo)
  • Paris ainda é a capital da moda e do luxo (Arquivo)
Por Marco Lacerda
A capital francesa jamais deixou de fazer justiça à definição que a tornou conhecida: “a cidade luz”.

Amor cortês foi um conceito europeu medieval de atitudes, mitos e etiquetas para enaltecer o amor, que gerou vários gêneros de literatura, inclusive o romance. Em sua essência, o amor cortês era uma experiência contraditória entre o desejo erótico e a realização espiritual, um amor ao mesmo tempo ilícito e elevado, passional e auto-disciplinado, humilhante e exaltante, humano e transcendente.

Alguém disse isto, não me lembro quem. Tanto faz. O que queremos tratar aqui é da Paris que nos deu - não apenas esta noção libertadora do amor -, mas da cultura que influenciou o planeta com alguns dos maiores gênios de todos os tempos. Se não, vejamos. Quando ouvir falar em Monet, por favor, não confunda com Money. Estamos falando de Claude Monet, um mito das artes plásticas, assim como o foram Renoir, Degas, Cezanne, Delacroix, Gaugin, Matisse e uma galera interminável de ícones que até hoje influenciam a pintura.

Claro que nem só de artes visuais vive a cultura francesa. Paris nos deu também Piaf, Bardot, Gérard Philipe, Sartre, Camus,Truffaut, Moreau, Chanel, Deneuve, Serge Gainsbourg, Les Halles, Montmartre, Quartier Latin, Nouvelle Vague, (nouvelle) Vogue e muito mais que escapa a qualquer memória não estimulada por anfetaminas, tamanha a legião que compõe este olimpo.

Como convém a uma cultura única no planeta, a França também pisou na bola. E pisou muitas vezes. A última delas - ainda fresca na memória do mundo - foi recorrer às forças da OTAN para revelar ao mundo o esconderijo onde o tirano Mohamar Kadaffi vivia seus momentos derradeiros, entregando-o à mais cruel execução, sem julgamento prévio. No caso da França, a única punição à altura teria sido obrigá-la a revelar ao mundo a fórmula de Chanel número 5.

Seja como for, entre conosco nesse território do planeta que, apesar dos pesares, será sempre reconhecido como "a cidade luz".

Capital da arte

Paris é a capital e a mais populosa cidade da França. Situa-se num dos meandros do Sena, no centro da bacia parisiense, entre os confluentes do Marne e do Sena rio acima, e do Oise e do Sena rio abaixo. Como a antiga capital de um império estendido pelos cinco continentes, ela é hoje a capital do mundo francófono.

A posição de Paris numa encruzilhada entre os itinerários comerciais terrestres e fluviais no coração duma rica região agrícola a tornou uma das principais cidades da França ao longo do século X, beneficiada com palácios reais, ricas abadias e uma catedral. Ao longo do século XII, Paris se tornou um dos primeiros focos europeus do ensino e da arte. Ao fixar-se o poder real na cidade, sua importância econômica e política não cessou de crescer. Assim, no início do século XIV, Paris era a mais importante cidade de todo o mundo ocidental.

No século XVII, ela era a capital da maior potência política européia; no século XVIII, era o centro cultural da Europa, cuja efervescência durante o Iluminismo lhe permite ainda hoje carregar o título de Cidade Luz; e no século XIX, era a capital da arte e do lazer, a Meca da Belle Époque. Sua arquitetura, seus parques, suas avenidas e seus museus a tornaram a cidade mais visitada do mundo francófono, com cerca de 30 milhões de turistas, por ano. As margens parisienses do Sena foram inscritas, em 1991, na lista do Património Mundial da Unesco.

Paris é a capital econômica e comercial da França, onde os negócios da Bolsa e das finanças se concentram. A densidade da sua rede ferroviária, rodoviária e da sua estrutura aeroportuária fazem-na um ponto de convergência para os transportes internacionais. Essa situação resultou de uma longa evolução, em particular das concepções centralizadoras das monarquias e das repúblicas, que dão um papel considerável à capital do país e nela tendem a concentrar ao extremo todas as instituições. Desde os anos 1960, os governos sucessivos têm desenvolvido políticas de desconcentração e de descentralização a fim de reequilibrar o país.

Abrigando numerosos monumentos e por seu considerável papel político e econômico, Paris é também uma cidade importante na história do mundo. Símbolo da cultura francesa, a cidade ocupa também um lugar preponderante no mundo da moda e do luxo.

Conheça Paris e seus sabores, seus bistrôs, sua culinária que enfeitiça o mundo. Em Paris a comida dá tanto prazer, que às vezes achamos que estamos sonhando Sua pâtisserie inigualável, os queijos, o croque-monsieur com um belo vinho nacional. Tim tim! Entre conosco em Paris.

Castelo Versalhes

Ir a Versalhes é um programa inesquecível de rara beleza e riqueza. Aproveite para mergulhar na história e sentir como viviam os reis antes da Revolução Francesa. O castelo é um belo testemunho da grandeza do barroco francês. Visita livre com audio-guia em português dos Grandes Apartamentos, da Galeria dos Espelhos e dos aposentos reais.

Castelo da Vale do Loire

Conhecido também como “o jardim da França” ou a Terra dos Castelos. Graças à beleza natural do ondulante rio Loire e aos magníficos bosques, a nobreza renascentista escolheu a região para construir seus suntuosos castelos. O passeio inclui a visita de dois castelos, a descoberta da produção de vinhos locais e um almoço gastronômico num pitoresco restaurante.

Reims e Champagne

Descubra os mistérios de uma de suas mais famosas invenções francesas, a Champanhe. Capital da região da Champagne, Reims também é conhecida por ter sido a cidade da consagração dos reis da França. Passeio obrigatórios: o centro histórico e a Catedral, obra majestosa de estilo gótico. Após o almoço num pitoresco restaurante, visita à renomada adega de champanhe, terminando com degustação da bebida, símbolo de festa e alegria. Aproveite para passear pelas vinhas do Monte de Reims.

Sabor de Chantilly

Conheça as inúmeras histórias deste monumento, o Castelo de Chantilly, e descubra como viviam os principes e a corte de Louis XIV, a vida do grande cozinheiro Vatel e ainda sua ligação com a familia Bragança de Orleans. O passeio de um dia inclui a visita ao Castelo de Chantilly e aos aposentos reais, ao Museu Condé e seu acervo de pinturas, o segundo maior da França, e aos suntuosos estábulos, além de um almoço em restaurante tradicional da região .

Bruges

Conhecida como a Veneza do Norte, Bruges é uma das cidades medievais mais bem conservadas da Europa. Testemunho vivo da arte flamenca, Bruges é famosa graças a seus canais, sua arquitetura, seus museus, sua produçao de rendas e chocolates. O passeio inclui visita guiada, a pé, pelo centro historico da cidade e cruzeiro pelos canais.

Visita a Giverny

Mergulhe no universo do pintor impressionista Claude Monet. Visite, a seu ritmo, o jardim de águas e seu lago das ninfas, principais fontes de inspiração do artista nos últimos anos da sua vida. Não deixe de ir até a ponte japonesa. Visita livre do jardim de flores e da casa do artista. O passeio deve incluir também uma escala no Museu do Impressionismo de Giverny.

Le Lido de Paris

Desde 1946, o Lido é freqüentado por personalidades famosas e apresenta um dos mais belos espetáculos de Paris. Os 7 500 metros quadrados ocupados pela casa permitem criar uma sala panorâmica com 1150 lugares, todos dotados de visibilidade perfeita. Hoje, o Lido apresenta 42 Bluebell Girls , 23 decores, 600 costumes suntuosos, jogos de água espetaculares, uma pista de patinagem, animações extraordinárias e impressionantes efeitos de luzes.

Le Moulin Rouge

Além de serem considerados símbolos emblemáticos da noite parisiense, o Moulin Rouge e seu famoso moinho vermelho, representam os anos boêmios da cidade. A revista “Féerie” é composta de cem artistas, sendo 60 Doriss Girls, mil vestidos de strass e paetês e cenários deslumbrantes.

Le Paradis Latin

Classificada como património histórico da cidade, a sala do Paradis Latin tem uma história excepcional. Fundações do século XII – parte de uma propriedade do Rei Filipe Augusto –, paredes do século XIX do teatro Latin, inaugurado em 1803, sob as ordens de Bonaparte. Incêndiado no Outono de 1870, o teatro foi reconstruído a partir de 1887. A nova sala planejada por Gustave Eiffel, ganhou uma arquitectura totalmente metálica, como a da torre, que Gustave construía ao mesmo tempo. Hoje o célebre cabaret parisiense revela, na mais pura tradição, uma revista ludica e cheia de cor. Descubra o universo autêntico, extravagante e divertido de um jardim mágico onde reina a alegria e o bom humor!

Montmartre, Sacre-Coeur e Ópera

Montmartre é a terra da boemia da Belle Epoque e dos sex shops do século XX. O bairro é um dos mais antigos de Paris, abrigando o famoso Moulin Rouge. O grande lance de Montmartre é andar a pé, ver as coisas estranhas, típicas de lá. Por ficar numa colina, os parisienses chamam Montmartre de “butte”.

Como o bairro é cheio de ladeiras, é aconselhável ir de metrô ou ônibus até a estação Pigalle e, de lá, pegar o minitrem (chamado de Funiculaire) que sobe até a igreja Sacre-Coeur de Montmartre. Desta forma, você poupa o fôlego e faz o trajeto de cima para baixo. Uma rua estreita próxima à igreja leva a uma das praças mais belas da cidade, a Place du Tertre, lotada de pintores profissionais prontos para pintar um retrato do turista, desenhá-lo ou fazer qualquer tipo de arte baseado em você.

Tem de tudo e não há nada mais romântico do que ter um retrato seu feito em Paris. Aproveite, mas cuidado, eles são insistentes! Nesta praça também fica o Espaço Dali, um mini museu bem interessante, e alguns cafés muito agradáveis.

Atenção: escolha um dia de sol para passear por lá, a vista da cidade é extasiante.
Descendo do topo da colina, dirija-se para o Boulevard de Clichy, na altura da Praça Pigalle, onde fica o Moulin Rouge. Lá começa a série longa e interminável de sex shops com vitrines hilárias e folhetos melhores ainda.

Vale pela risada e não costuma levar tanto tempo. Lá também fica o Museu do Erotismo. Se você estiver muito no pique, dá para descer a pé até a Ópera Garnier de Paris, um dos prédios clássicos mais belos da cidade. Normalmente só o exterior é suficiente, mas quem gosta de música clássica pode conferir a programação e assistir a um concerto ou ópera por lá.

Dica: as megalojas Printemps e Galleries Lafayette ficam do lado da Ópera. Não recomendo, no entanto. Foi-se o tempo que megastores eram novidade para os brasileiros e as coisas lá tendem a custar milhares de euros.

Le Marais, Les Halles, Centre Georges Pompidou

Marais é provavelmente o bairro mais charmoso de Paris e o menos falado nos guias de turismo. Mas a visita é obrigatória, as ruas são lindas, é o bairro judeu de Paris. Um lugar para se perder e descobrir seus tesouros. É no Marais que fica o Museu Picasso e a Place de Vosges, talvez a praça mais antiga de Paris. Recomendamos uma visita pela manhã, para ver a criançada brincando.

O ideal é ir de metrô para os arredores e de lá fazer um trajeto caminhando até o Les Halles, grande centro tradicional de mercado público, hoje cheio de lojas descoladas, além de belíssimas igrejas e um jardim magnífico. No meio do caminho, pare no Centre Georges Pompidou, museu de arte contemporânea que tem exposições de arte e cinema diferentes a cada estação.

O Quartier Latin é outra atração imperdível, ruas e mais ruas de delícias, tanto culturais quanto gastronômicas. Recomendamos particularmente a região entre o Sena e o Boulevard Saint Germain, próxima do cruzamento com o Boulevard Saint Michel. Não tenha medo de se perder pelas ruazinhas medievais, procure a rua dos restaurantes gregos em que os garçons ficam na porta exibindo espetos de carne crua, convidando os visitantes para entrar.

Procure as inúmeras lojas de quadrinhos e bonecos (são várias num raio de 100 metros). Procure também o museu da Idade Média, pequeno e delicioso. Procure os sebos de livros, CDs e DVDs na Boulevard Saint Michel, e a Universidade Sorbonne mais acima, perto do Jardin de Luxembourg.

Não deixe de passar na livraria Shakespeare a beira do Sena (que aparece no filme Antes do Anoitecer), o bar e restaurante La Formie Aillé e a Rue Mouffetard, cheia de bares e restaurantes. Tudo a pé, para descobrir maravilhas inesperadas. Na região perto do metrô Odeon tem uma loja da famosa Editora Taschen, a boulangerie Paul e o restaurante Allard, além de mil e um cinemas agradáveis sempre com ótima programação.

"Paris au mois d´Aout" , com Charles Aznavour & Laura Pausini. 


Marco Lacerda é jornalista, escritor e Editor Especial do DomTotal


Comentários








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raf | 04/06/2012 09:27
Visitar VILLE CAEN e a as cidades da região da Normandia- desembarque dia D na 2ª guerra Mundial. Ville de Versailles e Château de Versailles.Cidade de versalhes e seu castelo. Comprar ingressos antecipadamente pois as filas são enormes, alugue o carrinho elétrico para visitar os jardins do castelo,basta de carteira B .
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raf | 04/06/2012 09:21
VILLE DE PARIS , Cidade de Paris, inesquecível, necessários familiarizar-se com costumes locais tais como o mais importante não falar em voz alta, respeitar fila, não assentar em cadeiras reservadas aos idosos e deficientes, sempre iniciar diálogos com bom dia “ bonjour” , dica esta expressão serve para o dia inteiro, se não souber francês perguntar de pode falar inglês principalmente aos mais idosos. Comprar ingressos Torre Eiffel “Tour Eiffel “ antecipadamente.
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Jonas | 02/06/2012 02:01
Depois de indições tão completas e bacanas, só me resta uma alternativa: realizar um sonho acalentado faz muito tempo - PARIS!!!
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