Concursos e Exames da OAB Reportagens
Concorrência exige dedicação e estudo
Livros, apostilas, exercícios e mais exercícios. Não dá para fugir dos estudos quando o assunto é concurso público. O último processo seletivo da Polícia Federal, realizado em agosto de 2009, recebeu 114.738 inscrições. Para o cargo de agente, foram 316,47 candidatos por vaga. Quem optou pelo cargo de escrivão, disputou a vaga com outros 128,61 inscritos.
Com o aumento da concorrência, cresce também o número de pessoas que buscam qualificação, seja por meio de estudos individuais ou em cursinhos especializados. Mas antes de começar a maratona preparatória, é fundamental que o candidato monte plano de estudos de acordo com seu perfil.
O administrador Francisco Santirocchi Júnior, que pretende disputar uma das vagas para a Receita Federal, optou por fazer cursinho no período da manhã e complementar os estudos em casa, onde estuda diariamente das 13h às 19h. Nos finais de semana, o ritmo é reduzido, mas a preparação continua. Mesmo quando viaja para Campos Altos, para visitar a família, os livros e apostilas têm espaço garantido na mala.
A advogada e administradora Carina Brito também não abre mão dos cursinhos especializados. Funcionária pública desde 1999, Carina deseja prestar concurso para a Promotoria do Estado e já começou um curso tele presencial. “Lá você encontra outras pessoas com o mesmo foco e pode trocar idéias e experiências. Estudar em casa também é fundamental. Os amigos precisam entender que não dá para sair todo dia, pois é preciso estudar sério e abrir mão de algumas coisas. Mas, para alcançar o meu objetivo, que é a aprovação, todo o esforço vale a pena”, garante.
Leonardo Vidigal, que também é professor de Direito da Escola Superior Dom Helder Câmara, considera o alto grau de especialização o grande trunfo dos cursinhos. “É muito válido, pois eles possuem o histórico dos tipos de questão que são cobradas nos concursos para as mais variadas instituições. Para quem está começando, é difícil se organizar apenas consultando o edital”, aponta.
Apesar de trabalhoso, ler o edital é importante para que o candidato esteja ciente dos prazos e procedimentos para inscrição, datas das provas, número de vagas, remuneração, entre outras informações. É também no edital que se encontra o conteúdo programático das provas, com regulamentos que separam as disciplinas previstas no exame por níveis de escolaridade ou por cargos. Outros trazem ainda indicações bibliográficas (livros e artigos recomendados para estudo). É importante verificar também o peso das provas e das disciplinas, além do número de questões de cada área para programar o estudo.
Enquanto muitos correm para as salas de aula, outros preferem estudar no conforto e a tranquilidade da própria casa. Isminda Araújo, advogada e ex-aluna da Escola Superior Dom Helder Câmara, estudou sozinha para o exame da OAB, no qual consegui aprovação antes mesmo da formatura. Para os concursos, deseja repetir a mesma fórmula. “Com a base e o suporte que a Dom Helder oferece, só não passa quem não quer. Não é necessário pagar um curso extra”, afirma.
O advogado e professor Élcio Rezende reconhece os benefícios do estudo em grupo, mas lembra que, no dia da prova, o candidato estará sozinho e os amigos tornar-se-ão concorrentes.
“O candidato não pode se iludir, achando que somente os cursinhos são suficientes. O estudo deve ser diário e, a formação, levada a sério desde o começo da escola e da faculdade”, completa o professor Leonardo Vidigal.
Investimento
Além de tempo, esforço e empenho, a preparação para concursos requer também investimentos financeiros. Segundo estimativas da Associação Nacional de Concursos (ANAC), um candidato que está se preparando em um curso especializado para seleção de nível superior pode gastar mais de R$ 9 mil por ano com mensalidade, livros, alimentação, transporte, inscrições e apostilas.
Já para quem estuda em casa, os custos são menores. O advogado Afrânio Geraldo Chagas costuma gastar, em média, R$100,00 por mês em livros e apostilas, que são utilizadas para o estudo e também no trabalho.




