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Colunas Juliano Paiva

30/04/2012

100 anos de Coelho e alertas para Galo e Raposa

América chega à final com 2 vitórias, enquanto Atlético e Cruzeiro seguem "sem fome de bola"


Coelho venceu as duas partidas diante do Cruzeiro e faz final contra o Atlético (Foto: Pedro Vilela/DomTotal)
O América presenteou seu torcedor  – o clube completa 100 anos nesta segunda – da melhor maneira  possível. Venceu o Cruzeiro duas vezes e está na final. O Coelho foi melhor nas duas partidas e chega à decisão com méritos.

Já a Raposa tentou ganhar no grito. Ou melhor, na falácia. Usou um gesto do atacante Alessandro para se motivar. Pode? Um elenco com a folha salarial como a do Cruzeiro, e que veste uma das camisas mais tradicionais do futebol nacional, tentou buscar forças na comemoração adversária.

Pior ainda foi sair comemorando derrota. Vagner Mancini chegou a dizer que tinha certeza que seu time chegaria à final. As duas derrotas mostram que este Cruzeiro precisa melhorar muito para o Brasileirão. Caso contrário, será o segundo ano seguido lutando contra a Série B.

Aplicação verde

A determinação americana deveria servir de exemplo para seus dois coirmãos. Se não foi brilhante, foi competente, decisivo. O time parece focado no objetivo que é ser campeão Mineiro. É provável que tenhamos dois bons jogos finais no Horto, finalmente. Será a concretização do retorno do futebol à Belo Horizonte.

Galo sem alma

Para o presidente do Atlético, Alexandre Kalil, não há motivos para tantas críticas porque, até o momento, o time teve apenas “uma derrota no ano”.

O problema é que não se trata de “uma derrota”, mas de “a derrota”. O Atlético perdeu simplesmente o jogo mais importante da temporada e, como aconteceu várias vezes em 2012, jogando de maneira apática, desatenta.

Não por acaso, a impressão que se tem é de um time sem alma. Enquanto o Atlético fazia um simples jogo no Serra Dourada, o Goiás se comportou de tal maneira que parecia ter 15 em campo.

E-mail de torcedor

Boa parte da torcida do Atlético não engole o comportamento do time em campo.  Leiam a opinião do atleticano Samuel Tou, enviada por e-mail:

“Tá danado! Quando a gente pensa que o time está engrenando, degringola tudo. O que será que passa na cabeça do técnico Cuca Lelé?

Para que inventar tanto na hora de escalar? Por que o Cuca só coloca o Mancini quando o time está perdendo e faltando 10 ou 15 minutos para o jogo acabar?

Se der, diz aí na sua coluna que eu, Samuka, estou perguntando como torcedor. No pior jogo do ano desse time do Cuca Lelé, ele inventa mais uma vez, ao entrar sem o Bernard, deixando o coitado do André sozinho sem ninguém para tabelar com ele (o argentino não entrou no jogo, só em campo).

O time ficou desestruturado, parecia um treino de experiência do Lelé (ops!) Cuca. Desentrosado, sem ataque, sem meio campo e com uma defesa meia boca. Para mim, por mais que a falta tenha sido bem cobrada, o Giovane falhou, e nos dois gols.

Parecia que os jogadores não queriam ganhar e isso me trouxe imediatamente à memória aquele famigerado, vergonhoso e triste jogo contra o Cruzeiro no ano passado, quando os jogadores não quiseram rebaixar o maior rival do Galo.

Êta saudades do Obina, Diego Tardelli, Leandro Almeida, Diego Souza, Éder Luís, Diego Alves... E isso sem falar no Reinaldo, Cerezo, Paulo Isidoro, Marcelo, João Leite, Renato Morungaba...

Não acredito na falta de preparo físico. Não me venham agora botar a culpa nos profissionais da comissão técnica. É muito cômodo transferir a responsabilidade para quem não entra em campo.

A diferença entre o Atlético e o Goiás é a vontade de jogar com garra, com muita luta, querendo vencer e o respeito ao torcedor que paga ingresso com sacrifício. Vimos um jogo de um time só, mas que entrou com vontade de lutador. O duro é que continuo com o Galo até Morrer!”.

Fato novo

A chance de o Atlético se classificar diante do Goiás está no fato novo, ou seja, a estreia no Independência. A torcida vai se mobilizar e lotar o estádio.

Resta saber se os jogadores vão se sensibilizar e se entregar em campo a ponto de conseguir a classificação. Com uma possível, e até provável, eliminação, estará decretado o fracasso do time no semestre. Nem o título Mineiro, se vier, salva.

Para o gasto

O Atlético mais uma vez jogou mal diante do Tupi. Venceu e está na final. Não fez mais do que a obrigação.

Pelo caminho

Além do Cruzeiro, ficaram pelo caminho nos campeonatos estaduais, o Grêmio, o Vasco e o São Paulo. O Tricolor Gaúcho não foi capaz de vencer os reservas do Internacional. E a partida ainda teve direito a chilique do técnico Vanderlei Luxemburgo que se irritou com um gandula.

No Rio, o Vasco, mais preocupado com a Taça Libertadores, acabou eliminado. Na verdade, foi um grande negócio para os cruzmaltinos. Um Campeonato Carioca a mais ou a menos não acrescenta nada.

Já em São Paulo, no Morumbi, todos esperavam um jogo mais equilibrado entre o Tricolor Paulista e o Santos. Neymar tratou de jogar por terra todas as previsões com uma bela exibição na casa do rival.

Juliano Paiva é jornalista formado na Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG). Atualmente editor do Dom Total, Paiva trabalhou nos jornais O Tempo, Hoje em Dia e no extinto Diário da Tarde, tradicional periódico de Belo horizonte fechado pelos Associados Minas em julho de 2007. No DT, começou como repórter da editoria Cidades, mas, na época do fechamento do jornal, fazia cobertura esportiva. Também foi responsável pela cobertura de jogos do Campeonato Brasileiro para a Folha de São Paulo no segundo semestre de 2007.


Comentários








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Maurício | 04/05/2012 22:54
O Galo não precisa de alerta mais não. Hoje os jogadores simplesmente ignoram o respeito pela camisa e a vaidade de cada um fala mais alto. É preciso mudar muita coisa. A mais de 40 anos que nada se explica no Galo. Se for contabilizar todo o valor investido nestas 4 décadas, somando-se as transações de venda de jogadores, daria para pagar todo o passivo do clube e ainda ter um patrimônio até 3 vezes maior. Já trouxeram para o clube jogadores renomados, craques e nunca deram certo. O Galo tem praticamente a comissão técnica brasileira e o melhor CT do Brasil. Mas o preparo físico, técnico, etc são os piores. E o pior de tudo é que ninguém é capaz de verdadeiramente investigar e publicar o que realmente acontece com o Atlético Mineiro. Isto não é normal... Tem algo muito ruim acontecendo... O Atlético vem ao longo do tempo perdendo a característica de Time de Futebol para Instituição de Caridade, claro, do futebol brasileiro. A começar pela Copa do Brasil, quem cai na chave do Galo já s
responder comentário Responder Maurício







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Camila | 30/04/2012 15:41
O Galo bem que poderia dar mais sangue em capo. EStá muito dificil assistir os jogos. Qeuria ver o Galo jogar com raça, já que pedir um bom time já vi que é demais.
responder comentário Responder Camila







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Vander | 30/04/2012 13:35
O Cruzeiro falando demais, o Atlético achando que tem time e o América se enganando. Tudo na mesma no futebol mineiro.
responder comentário Responder Vander







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